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UV-Vis na Caracterização de Nanopartículas Metálicas: Explorando a Ressonância Plasmônica

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analítica
há 6 dias
4 min de leitura

Como a espectroscopia UV-Vis pode contribuir para a caracterização e o sensoriamento com nanopartículas de ouro e prata


As nanopartículas metálicas vêm sendo amplamente estudadas devido às suas propriedades únicas e ao potencial de aplicação em áreas como catálise, sensoriamento químico e bioquímico e sistemas de liberação de fármacos.


Entre esses materiais, as nanopartículas de metais nobres, como ouro (Au) e prata (Ag), apresentam propriedades ópticas particularmente interessantes devido à Ressonância Plasmônica de Superfície Localizada (LSPR). Esse fenômeno permite utilizar a espectroscopia UV-Vis como uma ferramenta acessível e eficiente para caracterizar esses nanomateriais e acompanhar alterações em seu ambiente químico.


O que é a Ressonância Plasmônica de Superfície Localizada?


Quando a luz incide sobre determinadas nanopartículas metálicas, os elétrons de condução podem oscilar de maneira ressonante em uma frequência específica. Essa interação produz características de absorção e espalhamento que podem ser observadas na região UV-Vis.


A posição e a largura da banda de LSPR dependem de diferentes características do nanomaterial, incluindo tamanho, formato e propriedades dielétricas, além das características do meio ao seu redor.


Essa relação entre as propriedades da nanopartícula e sua resposta óptica torna a espectroscopia UV-Vis uma ferramenta particularmente interessante para estudos de caracterização e desenvolvimento de sensores baseados em nanomateriais.


Ouro e prata: respostas ópticas distintas


As nanopartículas de prata e ouro apresentam respostas características no espectro UV-Vis.


Em dispersões aquosas, as nanopartículas de prata apresentam tipicamente uma coloração amarelada e uma banda de LSPR próxima a 400 nm, enquanto as nanopartículas de ouro apresentam coloração avermelhada, com máximo próximo a 525 nm.


Essas características permitem utilizar a espectroscopia UV-Vis não apenas para observar a presença das nanopartículas, mas também para acompanhar modificações em suas propriedades.


O ambiente ao redor da nanopartícula importa


Uma das características mais interessantes da LSPR é sua sensibilidade ao ambiente químico.


Alterações no índice de refração, pH ou composição do meio podem provocar mudanças na posição da banda de LSPR. Essas alterações, mesmo quando pequenas, podem ser monitoradas por espectroscopia UV-Vis e utilizadas para acompanhar interações entre as nanopartículas e diferentes analitos.


Essa sensibilidade é justamente um dos fundamentos para o desenvolvimento de sensores químicos baseados em nanopartículas plasmônicas.


Acompanhar a agregação também é possível


Além das mudanças no ambiente químico, a espectroscopia UV-Vis pode ser utilizada para acompanhar processos de agregação de nanopartículas. À medida que as partículas se agregam, uma nova contribuição espectral pode surgir em comprimentos de onda maiores, acompanhada pelo alargamento da banda e pela diminuição da banda de LSPR original.


Esse comportamento pode provocar alterações perceptíveis na coloração da solução e, consequentemente, ser explorado em métodos de detecção colorimétrica.


A agregação de nanopartículas de ouro e prata, inclusive, é amplamente estudada como estratégia para o desenvolvimento de abordagens colorimétricas para detecção de diferentes espécies químicas e biológicas.


E quando as nanopartículas começam a espalhar luz?


O espalhamento de luz é um aspecto importante na análise de nanomateriais.

Dependendo do tamanho e do estado de agregação das partículas, o espalhamento pode produzir uma contribuição ampla ao espectro UV-Vis e dificultar a interpretação quantitativa dos resultados. No estudo de nanopartículas com até aproximadamente 20 nm, as análise spodem ser realizadas por um espectrofotômetro convencional.


Em determinadas situações, porém, a difusão (ou espalhamento) de luz pode impedir a análise  por um equipamento tradicional. Nesses casos, passa a ser necessário o uso de uma esfera de integração, que possui a capacidade de coletar a luz espalhada, minimizando esse efeito, e permitindo a análise desses materiais.


UV-Vis como ferramenta para sensoriamento


Um dos aspectos mais interessantes dessa aplicação é que o espectro UV-Vis pode fornecer informações não apenas sobre a presença das nanopartículas, mas também sobre mudanças no sistema em que elas estão inseridas.


Em um experimento com PBS, por exemplo, a introdução do tampão provoca alterações significativas no espectro das nanopartículas de prata. A perda da banda característica próxima a 400 nm e o surgimento de uma contribuição larga em comprimentos de onda maiores são associadas à agregação das partículas.


Dessa forma, alterações espectrais que poderiam inicialmente ser interpretadas como um problema de espalhamento podem, em determinadas aplicações qualitativas, representar justamente a informação analítica de interesse.


Espectrofotõmetros Thermo Scientific para estudos com nanomateriais


A Thermo Scientific, juntamente com a Nova Analítia, possui um portfólio completo para análise de nanomateriais e nanopartículas metálicas pela técnica de espectroscopia UV-Vis.


A série de espectrofotômetros GENESYS G5 pode ser utilizada para acompanhar características espectrais relacionadas à LSPR, ao ambiente químico e à agregação dessas partículas. Para pesquisadores que trabalham com nanopartículas, materiais avançados, sensores e sistemas plasmônicos, a técnica oferece uma abordagem relativamente simples para obter informações relevantes sobre o comportamento óptico desses materiais.


O espectrofotômetro Evolution One Plus, por sua vez, apresenta a capacidade de trabalhar com o acessório de esfera de integração, permitindo análise de nanopartículas que espalham luz, incluindo a possibilidade de analisar o band-gap de semicondutores em estado sólido.


Da caracterização ao desenvolvimento de sensores


A espectroscopia UV-Vis pode transformar uma propriedade óptica característica das nanopartículas metálicas em uma ferramenta analítica para caracterização, monitoramento e desenvolvimento de aplicações de sensoriamento.


Quer saber como o UV-Vis pode contribuir para suas pesquisas com nanomateriais?


Entre em contato com a Nova Analítica e conheça as soluções Thermo Scientific™ série GENESYS™ e Evolution™ para pesquisa, desenvolvimento e caracterização de materiais.


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Referências


MAYER, K. M.; HAFNER, J. H. Localized surface plasmon resonance sensors. Chemical Reviews, v. 111, n. 6, p. 3828–3857, 2011. DOI: 10.1021/cr100313v.

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CHEN, H. et al. Plasmon-molecule interactions. Nano Today, v. 5, n. 6, p. 494–505, 2010.

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